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	<title>Comentários sobre: Resposta ao &#8220;será que os americanos vão aprender&#8230;&#8221;</title>
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	<description>Opiniões de Sávio Ladeira</description>
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		<title>Por: Savio Ladeira</title>
		<link>http://livre.blog.br/177/resposta-ao-sera-que-os-americanos-vao-aprender/comment-page-1/#comment-301</link>
		<dc:creator>Savio Ladeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:34:54 +0000</pubDate>
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		<description>Em primeiro lugar, eu também acho que o crédito seja algo benéfico e que a existência dos juros seja totalmente justa. Afinal, o risco tem o seu preço. E se o banco tem o dinheiro que as pessoas querem, nada mais justo do que transformá-lo em um produto (com o seu devido preço).

O que me incomodou em toda essa crise é algo que eu já não concordava. Os bancos descobriram no empréstimo uma forma muito fácil de ganhar dinheiro e empurram esse produto de todas as maneiras possíveis.

Antigamente, mas não tão antigamente assim, as pessoas colocavam terno para irem pedir dinheiro ao gerente do banco. Precisavam demonstrar confiança, provar que fariam bom uso do dinheiro e que pagariam ele de volta.

Hoje em dia, jovens de cores vibrantes ficam te oferecendo o dinheiro na rua. O crédito se tornou um produto empurrado, os bancos praticamente te forçam a pegar o empréstimo. Um grande exemplo é o cheque especial. Você vai tirar um saldo no banco e tem lá um valor absurdo disponível. Algumas pessoas não entendem que aquele dinheiro é um financiamento e que, apesar dos 10 dias sem juros, os juros serão cobrados um dia.

Talvez o problema seja exatamente a educação. Sinceramente, não sei quais taxas que o banco me cobram que são justas. Brigaram para padronizá-las, ficando mais claro para o cliente, mas logo os bancos descobriram brechas e formas de cobras novas taxas. Educação é o problema? Claro, mas o bancos sempre serão mais inteligentes. Eles sabem todas as regras do jogo, enquanto nós achamos que sabemos jogar.

Sobre o livre comércio, vou aproveitar o comentário do Papa: &quot;o dinheiro não existe&quot;. Essa crise só mostrou para todo mundo que a economia foi estruturada sobre uma base etérea. Vamos precisar de uma reestruturação? Com certeza. Mas não acredito que a ganância dos banqueiros, que aprenderam a ganhar dinheiro fácil, vai mudar tão rapidamente.

Acho que seria melhor voltar ao tempo em que usava-se terno para pedir empréstimo. O mercado não precisa de tanta liquidez. Se é o dinheiro que governa o mundo, precisamos de uma base mais sólida, em que todos possam confiar.

Antes de terminar, Wagão, adorei o seu comentário e espero que não se importe por eu tê-lo publicado. Gostaria de voltar a discutir contigo os pontos que você deixou em aberto. Uma das funções do blog é ser um espaço de discussão. Sinta-se convidado a continuar debatendo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em primeiro lugar, eu também acho que o crédito seja algo benéfico e que a existência dos juros seja totalmente justa. Afinal, o risco tem o seu preço. E se o banco tem o dinheiro que as pessoas querem, nada mais justo do que transformá-lo em um produto (com o seu devido preço).</p>
<p>O que me incomodou em toda essa crise é algo que eu já não concordava. Os bancos descobriram no empréstimo uma forma muito fácil de ganhar dinheiro e empurram esse produto de todas as maneiras possíveis.</p>
<p>Antigamente, mas não tão antigamente assim, as pessoas colocavam terno para irem pedir dinheiro ao gerente do banco. Precisavam demonstrar confiança, provar que fariam bom uso do dinheiro e que pagariam ele de volta.</p>
<p>Hoje em dia, jovens de cores vibrantes ficam te oferecendo o dinheiro na rua. O crédito se tornou um produto empurrado, os bancos praticamente te forçam a pegar o empréstimo. Um grande exemplo é o cheque especial. Você vai tirar um saldo no banco e tem lá um valor absurdo disponível. Algumas pessoas não entendem que aquele dinheiro é um financiamento e que, apesar dos 10 dias sem juros, os juros serão cobrados um dia.</p>
<p>Talvez o problema seja exatamente a educação. Sinceramente, não sei quais taxas que o banco me cobram que são justas. Brigaram para padronizá-las, ficando mais claro para o cliente, mas logo os bancos descobriram brechas e formas de cobras novas taxas. Educação é o problema? Claro, mas o bancos sempre serão mais inteligentes. Eles sabem todas as regras do jogo, enquanto nós achamos que sabemos jogar.</p>
<p>Sobre o livre comércio, vou aproveitar o comentário do Papa: &#8220;o dinheiro não existe&#8221;. Essa crise só mostrou para todo mundo que a economia foi estruturada sobre uma base etérea. Vamos precisar de uma reestruturação? Com certeza. Mas não acredito que a ganância dos banqueiros, que aprenderam a ganhar dinheiro fácil, vai mudar tão rapidamente.</p>
<p>Acho que seria melhor voltar ao tempo em que usava-se terno para pedir empréstimo. O mercado não precisa de tanta liquidez. Se é o dinheiro que governa o mundo, precisamos de uma base mais sólida, em que todos possam confiar.</p>
<p>Antes de terminar, Wagão, adorei o seu comentário e espero que não se importe por eu tê-lo publicado. Gostaria de voltar a discutir contigo os pontos que você deixou em aberto. Uma das funções do blog é ser um espaço de discussão. Sinta-se convidado a continuar debatendo.</p>
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