O que vamos fazer com tanta mobilidade?
Recebi hoje uma proposta de minha operadora de celular para trocar meu aparelho por um smartphone. Daí eu pensei: se eu investir nesse mini computador, tiver um notebook e comprar um pacote de acesso a internet pelo celular, eu estarei totalmente informatizado sem me prender a qualquer lugar físico.
Os antigos gregos subiam enormes montanhas para consultar o oráculo e agora pode-se ter o Google na palma da mão. O interessante é que isso se tornou relativamente barato. Um acesso ilimitado à internet pela rede 3G custa quase o mesmo que um acesso caseiro à banda larga. Um notebook não é tão mais caro que um computador de mesa. E o aparelho celular? Dependendo do plano escolhido, sai praticamente de graça.
Mas a questão é: o que fazer com tanta mobilidade? Num segundo momento, após desejar tamanha liberdade, vem a preocupação em ficar preso ao computador. Preso porque seria tão fácil utilizá-lo que seria difícil não depender dele. Ter todo o conhecimento do mundo nas palmas da mão pode fazer você esquecer de usar a cabeça de vez em quando.
No entanto, tem diversas vantagens. Imagine poder trabalhar na praia durante o verão e no campo durante o inverno? Digo isso porque hoje em dia grande parte dos problemas se resolve com telefone e internet. Gostaria que essa tendência dominasse as relações de trabalho ainda nos próximos anos. Resolveria muitos problemas como custo de habitação e sobrecarregamento de trânsito.
Antes que digam que estou em cima do muro, confesso que sou a favor da liberdade em todos os aspectos. Desejo a mobilidade completa e pretendo trocar meu aparelho celular. Só lembrem que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta, não uma necessidade. Se ter um notebook faz você trabalhar além do expediente, tem alguma coisa errada na forma como você lida com a tecnologia. Ela está aí para facilitar, não dar mais trabalho.
maio 5th, 2008 - 11:59
Sapientíssimo Savio,
Como sempre, falou e disse!
Como você deve saber, tenho direcionado minha pesquisa acadêmica já há alguns anos para esse “bicho-papão” chamado cibercultura.
A tecnologia está aí para nos servir. Tem coisas para que a internet é muito boa, como o acesso rápido à informação que você citou. Tem outras que nada como o bom é velho mundo real, como sentir nos pés a areia quente da praia e em seguida a água fresca do mar, quebrando sobre eles. (ficou poético, hein? heheh) Este é só um exemplo… existem muitos!
Pelo amor ou pela dor (como gosta de dizer a minha avó) as pessoas com o tempo vão aprender a lidar com essas novas mídias, descobrir como melhor aproveitá-las etc.
Assim, em vez de amaldiçoar as novidades, cabe se perguntar sempre: isso serve pra mim? pra quê? E mergulhar pelos mares da web e de Ubatuba, cada um à sua hora!
Abraços!!!
P.S. 1: Também sou partidário do modelo home-office. A luta continua!
P.S. 2: Você já parou pra pensar como o celular tem acumulado outras funções, além de “telefonar”? Tudo junto em um pequeno aparelho… Acho este fenômeno muito interessante e definitivo! O que você acha?
maio 5th, 2008 - 18:19
Claro que você é a favor da mobilidade, vide seus horário de trampo. Mas fora isso, eu sou muito a favor, espero que eles inventem logo alguma academia de internet para eu entrar e ficar em forma. Acho que ia ser sensacional… E quanto a você mudar pra um smartphone, com certeza vai ser uma troca de sucesso, só cuidado pra não trabalhar demais
bjo!
maio 6th, 2008 - 21:22
Augusto,
Tenho uma opinião diversa sobre esse acúmulo de funções do celular. Eu pessoalmente gosto, mas não acho que seja bom tirar o foco do que o aparelho é.
Hoje em dia não se acha um aparelho simples e eficiente. Todos têm câmera, são coloridos e agora vêm com bluetooth e funções de computador.
Mas existe a grande vantagem de ser um aparelho que se carrega junto o tempo todo, por isso ser tão bom acumular tantas funções.
Quando eu chegar a uma conclusão sobre isso, dedicarei um post em meu blog.