Morro da Providência: o que você não vê na mídia
Desde que os três garotos foram assassinados no Morro da Providência, muito se tem discutido sobre segurança pública. Não consegui deixar esse blog de fora dessa discussão.
Primeiro, vou deixar a minha opinião sobre o assassinato: não me surpreendeu. Qualquer autoridade pública deveria ter bom senso para seguir os protocolos e as leis vigentes. Mas todos sabem que isso não acontece no Brasil. Todos fingem que não vêem quando são pequenas infrações, mas quando acontece uma tragédia, cria-se uma revolta coletiva. Hipocrisia.
Agora, ninguém se perguntou o que o exército estava fazendo naquela favela? Achar um absurdo ou ser a favor da presença deles é fácil, o problema é entender os motivos. Eles não estavam lá para combater traficantes. Eles estavam protegendo uma obra da qual o próprio exército era responsável.
É mais do que óbvio os soldados terem ido lá. As favelas do Rio são lugares perigosos e a instituição quis proteger seus engenheiros, seus materiais. Fazer ronda é uma forma de criar um ambiente de proteção.
Não justifica a condenação dos garotos nem a atitude daqueles oficiais envolvidos no caso. Eles deveriam ser punidos e acredito que serão. O que me incomodou foi o foco das decisões. A solução encontrada foi tirar o exército da obra, dando a impressão de que encontrar os culpados não era exatamente a prioridade.
É a velha mania de tomar decisões populistas. Tratam os sintomas, mas ninguém parece se preocupar com a doença.
junho 24th, 2008 - 10:27
O problema, Sávio, é que os sintomas tratados podem não curar essa doença, mas já previne algumas outras lá na frente, em meados de Outubro.
O importante é que a solução seja pomposa o suficiente pra impressionar e sair em todos os meios possíveis – se ela é a ideal acaba sendo irrelevante.
Irrita, eu sei – e concordo.
Abraços
junho 25th, 2008 - 12:08
É a velha história de achar a mulher te corneando no sofá da sala.
Solução? Jogar o sofá fora.
O engraçado, ou triste, é que na piada o absurdo da situção é encontrado por todos. Já na Vida Real© …