Livre.blog.br Opiniões de Sávio Ladeira

21jul/095

Não aos ônibus fretados! Coloquem seus carros nas ruas!

Onibus

Vocês viram que a circulação de ônibus fretados será restrita em São Paulo? A notícia não é exatamente nova, mas é nesta segunda-feira (27/7) que ela entra em vigor. Se quiser saber mais informações, veja aqui.

Tenho algumas considerações a fazer. O transporte público é ineficiente, andar de carro é impossível. O que as pessoas fizeram? Começaram a alugar ônibus para levá-las aonde queriam. No começo, pagava-se mais caro por esse serviço, mas ganhava-se em conforto.

O que seria o lógico? Apoiar o serviço. São 40 lugares por ônibus, são 40 carros a menos nas ruas. Grande parte dos esforços da prefeitura são para aliviar o trânsito de São Paulo, então por que ficar criando limitações?

A verdade é que utilizar um ônibus fretado hoje em dia é mais barato até do que depender dos caríssimos ônibus e metrôs de São Paulo. O sistema foi se profissionalizando, empresas começaram a criar linhas e trajetos. A eficiência mostrou ser uma afronta ao transporte oficial. O que o Kassab faz? Vai lá e regulamenta. Vai lá e impede a livre circulação para que não seja mais tão atrativo para os usuários.

Mais uma peneira para tentar tapar o Sol. Primeiro impediram a circulação de caminhões e, como resultado, a carga que era levada por um veículo grande, agora é transportada por vários pequenos. Percebeu o aumento de kombis nas ruas? Eu percebi. Agora pode esperar a volta dos 40 carros que antes ficavam em casa por causa dos fretados.

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6jan/090

Redução do IPI: verdade ou lenda?

Dummies

No final do ano meu carro começou a dar alguns problemas. Como ele já é um idoso, está completando seus 17 anos de contribuição ao trânsito, pensei: pode ser uma boa hora para trocar.

Ultimamente vi várias notícias dizendo que as montadoras iriam quebrar, estavam despencando as vendas de carro, as concessionárias fazendo várias promoções e o governo até ajudando com incentivo a linhas de crédito e redução de imposto, o tal do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Resolvi verificar de perto. Conversei com meu pai, vimos que daria para tentar comprar um popular. A gente tentaria comprar o carro a vista e só iríamos fechar negócio depois que tivéssemos conseguido todas as vantagens possíveis do vendedor. Doce ilusão.

Fomos até a loja, pedimos para ver os preços e aí começaram as surpresas. Estavam praticamente iguais. Perguntei sobre a redução do IPI, o vendedor respondeu que já estava descontado do preço. Achei estranho, até que ele me revelou. Antes eles estavam dando desconto para vender o carro, com a redução do IPI, tiraram o desconto(!). Eu fui o ingênuo de achar que seria um desconto adicional? Ou foi o governo, por tentar incentivar o mercado enquanto os comerciantes continuam mantendo suas margens de lucro?

O resto é aquela velha história de vendedor dando vantagens. Como eu já tinha desanimado, nem negociei muito, mas tive que segurar a risada. Quando eu perguntei sobre o IPVA de 2009, ele me ofereceu o de 2008(!). Isso porque era dia 22 de dezembro. Depois sobre os acessórios, ele disse que me daria os tapetes(!). Nem isso mais vem de série. Quase perguntei quanto era o adicional pelos parachoques e vidros dianteiros.

Meu pai ainda tinha esperanças e falou que a ideia era comprar o carro à vista, se isso não ajudaria a reduzir o preço. Resposta: não. Para a empresa, é até melhor financiar. Será que ninguém lê jornal? A crise não surgiu em parte pelas pessoas que não pagaram seus financiamentos? Parece criança que não aprende e depois vai pedir ajuda para a mãe-governo.

Fiquei com o velho e bom Kadett 93. O mecânico apanhou para achar o defeito, tive que voltar lá para ajustes finais, mas o que importa é que agora ele está ótimo. Se quebrar novamente, pensarei com carinho no transporte público antes de voltar a uma concessionária.

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12fev/081

Tragédia ou imprudência?

Uma tragédia interrompeu a vida de cinco jovens que moravam na Grande São Paulo. Elas e mais duas amigas saíram de uma festa em Mogi das Cruzes de carro e na volta para casa bateram de frente com um caminhão.

Esse parágrafo estava na newsletter de um jornal. Não vou dizer qual jornal porque não foi somente ele. Na verdade foi essa a maneira que quase todos os veículos de comunicação trataram o acidente.

Ao ler não se tem a impressão de que elas sofreram o acidente? Dá a impressão de que  foram atropeladas injustamente. O culpado é o motorista malvado do caminhão que acabou com a vida das meninas que inocentemente voltavam para casa. Em outras palavras, elas são tratadas como coitadas. 

Daí, ao ver melhor a notícia, você descobre que elas estavam na contra-mão, com 7 pessoas no carro que só podia levar 5 e ainda com garrafas de bebida no carro. Por que então não trataram elas como a causa do acidente?

Fiquei impressionado ao ouvir palavras como tragédia no lugar que deveria estar a palavra imprudência. A perícia ainda vai confirmar se elas estavam alcoolizadas, mas apesar disso já é certeza a falta de consciência das garotas ao volante.

Ninguém pareceu simpatizar com o motorista que, dirigindo corretamente, recebeu de frente o carro desgovernado das garotas. Será que é uma questão de classe social? Afinal, quando a classe média vira notícia, é uma tragédia com jovens. Se fossem pessoas mais pobres, provavelmente seria imprudência de menores.

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