E-book: experimentei e gostei
O livro e o celular
Recentemente troquei de celular, finalmente peguei o meu primeiro smartphone, o Palm Centro. Logo após testar suas principais funções, instalar diversos programas e até mesmo pegar um vírus, resolvi experimentar o tal do livro eletrônico.
Quis começar com uma leitura leve, por isso escolhi o Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Tinha acabado de ver o filme e apostei que seria uma boa leitura. Peguei emprestado o livro do meu pai, baixei uma versão em PDF e coloquei uma versão em DOC no celular.
Eu já tinha lido versões em PDF no computador antes e achei bastante agradável. Agora, confesso que preferi muito mais a leitura no pequeno aparelho. Eu gosto de ler na cama e ele se provou ser extremamente prático. Consigo segurá-lo com apenas uma mão, não cansa o braço por ser leve e ainda tem luz própria, dispensando a luminária.
Não tive problemas de cansaço na vista como já li relatos de quem testou o e-book. A fluência é bem interessante, é só ir apertando o botão que as páginas vão trocando. É muito mais fácil se envolver na leitura e não perceber as horas passando. E ainda tem a opção eletrônica de marcar as páginas.
Eu acredito que a literatura no formato eletrônico terá um futuro muito promissor. O governo pretende dar notebooks para os alunos e esses vão crescer totalmente adaptados à leitura na tela. O problema agora é convencer as editoras e os autores de que publicar na internet pode ser um bom negócio.
Portabilidade Numérica
Começa hoje a portabilidade numérica no Brasil. Agora, as linhas de celulares e telefones fixos podem mudar de operadora sem trocar de número. Existem um calendário de implementação e algumas regras óbvias (como você ser o dono do número para o qual quer trocar). Se quiser saber mais, leia essa reportagem do G1 que está bem completa e inclusive traz uma entrevista com um gerente do Procon.
Finalmente uma lei bem feita. Eu realmente gostei, não estou sendo irônico. Foram alguns anos de conversa com as operadoras, muitas brigas, mas chegou-se num bom modelo final. Inclusive foi muito bem planejada a criação de um calendário. Não vai sobrecarregar os sistemas e é possível corrigir um ou outro processo até chegar aos grandes centros urbanos.
O que eu acho irônico são as reclamações das operadoras. Estão com medo de perder clientes? Eles não deveriam estar felizes por ganhar os clientes das outras? Ninguém vai deixar de usar celular. Devem estar preocupados com a satisfação de seus clientes. Afinal, todos sabem que as empresas de telefonia dominam os primeiros lugares de reclamação do Procon.
Agora é sentar e esperar os resultados. Dizem que a portabilidade deve trazer mais promoções, inclusive para quem já é cliente. Vou aguardar as propostas da minha operadora até março. Depois, começo a pesquisar o que as outras têm a me oferecer.
Convergência: o lado negativo
"Você já parou pra pensar como o celular tem acumulado outras funções, além de “telefonar”? Tudo junto em um pequeno aparelho… Acho este fenômeno muito interessante e definitivo! O que você acha?" Essa pergunta quem me fez foi meu amigo Augusto. Resolvi responder nesse post.
O fenômeno da convergência teve seu início nos relógios que traziam alarme, calculadora, cronômetro e ainda mostravam as horas. Agora é a vez do celular. É muito interessante essa idéia de acumular diversas funções no aparelho que você carrega para todos os lugares. Os benefícios são óbvios, por isso quero falar sobre o outro lado.
Aquele ditado: "se você tentar aprender tudo, não vai ser especialista em nada", também vale para os eletrônicos. Um aparelho que traz muitas funções não é o melhor aparelho para exercer nenhuma delas. Alguém consegue usar o celular para anotar compromissos? Ele não é nem um pouco prático para isso.
Os novos aparelhos multimídia não lidam tão bem com os arquivos de música ou vídeo. Até começaram a incluir botões exclusivos para essas funções, o que por outro lado começou a encher o celular de botões. Sobre as câmeras, a qualidade logo será igual as das máquinas fotográficas, mas ainda não consigo entender porque todos os telefones precisam ter essa função. E ainda com um botão específico para isso.
Para exercer as novas funções com qualidade aceitável, aumentaram as telas dos aparelhos. Afinal, agora não basta apenas ver o número que está te ligando, você precisa exibir suas fotos, mostrar vídeos e até acessar a internet. O problema é que agora todo mundo tem dó de simplesmente jogar o celular na bolsa. Logo o aparelho fica cheio de arranhões.
Não tenho dúvidas de que os celulares irão evoluir, terão ótimas câmeras, funções práticas e eficientes. Se tornarão verdadeiros assistentes pessoais. Mas a minha posição sobre a convergência é: se você quer ouvir música, compre um iPod, se quer tirar fotos, compre uma câmera. Os aparelhos específicos possuem detalhes que fazem a experiência do usuário ser muito mais agradável. São mais intuitivos, mais precisos e ainda podem ser usados até acabar a bateria que não te deixarão sem telefone.
Pretendo ter meu smartphone logo (ainda não troquei, estou pesquisando o que tem as melhores funções), mas não quero ele para substituir os outros eletrônicos. Meu interesse é apenas na praticidade, como ter um "canivete suiço" sempre a mão.
O que vamos fazer com tanta mobilidade?
Recebi hoje uma proposta de minha operadora de celular para trocar meu aparelho por um smartphone. Daí eu pensei: se eu investir nesse mini computador, tiver um notebook e comprar um pacote de acesso a internet pelo celular, eu estarei totalmente informatizado sem me prender a qualquer lugar físico.
Os antigos gregos subiam enormes montanhas para consultar o oráculo e agora pode-se ter o Google na palma da mão. O interessante é que isso se tornou relativamente barato. Um acesso ilimitado à internet pela rede 3G custa quase o mesmo que um acesso caseiro à banda larga. Um notebook não é tão mais caro que um computador de mesa. E o aparelho celular? Dependendo do plano escolhido, sai praticamente de graça.
Mas a questão é: o que fazer com tanta mobilidade? Num segundo momento, após desejar tamanha liberdade, vem a preocupação em ficar preso ao computador. Preso porque seria tão fácil utilizá-lo que seria difícil não depender dele. Ter todo o conhecimento do mundo nas palmas da mão pode fazer você esquecer de usar a cabeça de vez em quando.
No entanto, tem diversas vantagens. Imagine poder trabalhar na praia durante o verão e no campo durante o inverno? Digo isso porque hoje em dia grande parte dos problemas se resolve com telefone e internet. Gostaria que essa tendência dominasse as relações de trabalho ainda nos próximos anos. Resolveria muitos problemas como custo de habitação e sobrecarregamento de trânsito.
Antes que digam que estou em cima do muro, confesso que sou a favor da liberdade em todos os aspectos. Desejo a mobilidade completa e pretendo trocar meu aparelho celular. Só lembrem que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta, não uma necessidade. Se ter um notebook faz você trabalhar além do expediente, tem alguma coisa errada na forma como você lida com a tecnologia. Ela está aí para facilitar, não dar mais trabalho.
Você sabe o que é nomofobia?
Nomofobia é considerada a fobia do mundo moderno. É o medo de ficar incomunicável. Em outras palavras, medo de estar longe do celular ou desconectado da internet.
Calma. Não gostar de esquecer o celular é comum e não chega a ser uma fobia. Mas se você chega a ter síndromes de ansiedade ou começa a suar frio pela falta do aparelho, melhor procurar um médico.
O que eu achei mais interessante dessa nova fobia foi a palavra em si. As fobias costumam ser denominadas com palavras em grego ou latim. Agora essa é formada com palavras de origem inglesa: NO MObile. Fiz uma rápida pesquisa na internet e parece que é a primeira vez que isso acontece.
Em latim é de se esperar não ter um termo para o celular, mas em grego existe: é kinito. Ou ainda poderia usar a palavra comunicação para dar nome a nova fobia. Mas não. Foi escolhida a língua inglesa numa óbvia demonstração de poder cultural dos Estados Unidos.