Livre.blog.br Opiniões de Sávio Ladeira

14out/082

Até que ponto a interação pela internet ajuda os outros meios de comunicação?

Recebi a recomendação dessa reportagem que saiu no jornal O Globo e repasso a dica para vocês. É uma matéria onde se fala dos programas de televisão que estão dando mais importância para a interatividade da internet.

Programas de TV reforçam a figura do apresentador conectado na rede

Quero destacar duas frases que me chamaram a atenção:

"A comunicação por e-mail é mais direta do que qualquer pesquisa. É melhor ouvir o público dessa forma do que através da medição do Ibope." (Fábio Arantes, MTV)

"Essa interação do público não é mais uma tendência: é demanda." (Ronaldo Lemos, FGV)

Foto de Jared C. Benedict / cc-by-sa-2.0

Os computadores serão a central de mídia

Aos poucos os produtores de mídia estão se dando conta do poder que a internet possui. O feedback que a TV nunca teve, agora é possível por meio da informática.

Alguns sabem aproveitar e direcionam os seus programas para os pedidos e manifestações do público. Muitos ainda não sabem utilizar e acham que receber e-mail dos telespectadores é interatividade. Outros ainda continuam achando que TV é maior que internet e se tornam ultrapassados. Como eu trabalho nessa área, já tive que ouvir comentários do tipo "as perguntas que vem da internet são bobas", sem que a pessoa se ligasse que são comentários do próprio público-alvo.

Um exemplo que eu acho muito interessante é o chat do Fantástico. Durante os intervalos do programa, os apresentadores entram na sala e conversam com quem está ali, acompanhando e comentando, inclusive preenchendo lacunas que possam ter ficado nas matérias da televisão. Acredito que muitas soluções inteligentes ainda virão e quem conseguir acompanhar essa revolução na mídia será líder de audiência.

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29ago/081

O usuário é o sócio do seu negócio

Se ainda tem muita gente que confunde Web 2.0 com Ajax, eu diria ainda que tem muita gente que confunde internet com tecnologia. Foram esses novos conceitos, como a web 2.0 e os modelos de cauda longa, que mostraram ao mercado que a internet é uma mídia totalmente diferente do que já se viu.

Vendo pelo campo da comunicação, é uma mídia que mistura emissor com receptor. Traz feedbacks imediatos e muitas vezes o feedback se torna fonte de informação. É o caso da Amazon, onde a opinião dos usuários faz parte da descrição dos produtos.

Essa valorização do conteúdo gerado pelo usuário parte da desconfiança com os meios tradicionais de divulgação de informação. Uma empresa sempre vai ressaltar os pontos positivos do seu produto, mas um usuário vai avaliá-lo imparcialmente. Acredito que os modelos de negócio precisam considerar essa experiência do usuário como força para o comércio.

Outro post baseado no curso de Web 2.0 da FGV Online. Provavelmente o último deles, já que o curso encerra semana que vem.

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8jul/083

A força da criação coletiva

Estou fazendo mais um curso sobre Web 2.0, a distância pela FGV Online. Nele estamos discutindo a qualidade da informação em ambientes coletivos, como blogs e a Wikipedia. Resolvi trazer um pouco dessa discussão para cá.

O conteúdo criado coletivamente e descentralizado já foi questionado pelo seus erros, mas poucas pessoas questionam os erros da produção centralizada e profissional.

Há uns dois anos atrás, a revista Nature fez uma pesquisa comparando os mesmos tópicos na Britannica e na Wikipedia. A surpresa (para alguns) é que a quantidade de erros nas duas eram equivalentes. Eu atribuo isso ao fato de que na mesma proporção que tem as mais diversas pessoas escrevendo, existem as mais diversas pessoas corrigindo. Leigos e profissionais se misturam para lapidar a informação da melhor forma.

Outro exemplo de erro nos meios mais tradicionais foi o recente caso da Globonews. Eles anunciaram que um avião havia caído, mas logo depois a informação se mostrou equivocada. Esse pequeno tempo, em torno de 30 minutos, foi o suficiente para que vários outros meios de comunicação também dessem a falsa notícia.

O efeito viral que se vê nos blogs também existe nas televisões e jornais. Uma fonte confiável gera conteúdo para outros, ganhando ou perdendo prestígio com isso. O modo de se produzir informação continua o mesmo, só mudou a gestão.

O aumento da velocidade da internet e das capacidades de armazenamento derrubaram o monopólio sobre o meio de comunicação. Antes dependia-se de um jornal impresso, uma revista, um livro, um canal de televisão ou emissora de rádio para se transmitir a notícia. O custo para se levar a mensagem para o público era alto e as empresas gerenciavam isso.

Hoje, qualquer pessoa com acesso a internet consegue transmitir informação. Só falta aumentar a penetração no público para deixar a informação ainda mais livre.

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25abr/086

Como o Skype vai revolucionar o mundo

As ligações feita pela internet, conhecidas como VoIP, serão a maior revolução dos últimos anos na minha opinião. Elas propiciam comunicação entre duas pessoas distantes de maneira intuitiva e com baixo custo.

Diferente de mensageiros instantâneos que exigem habilidade com teclado e um pouco de conhecimento em informática, o Skype pode funcionar em telefones comuns, parecido com celulares, e só exige que você tenha habilidade em usar a própria voz.

Eu chamo de revolução porque por anos a indústria de telecomunicações tem mantido seu poder no mercado econômico de vários países. Basta lembrar que até alguns anos atrás o telefone era um bem declarado no imposto de renda. Agora tudo isso se torna mais barato, com qualidade e facilidade.

Se você não sabe do que estou falando, instale agora mesmo o Skype e faça parte dessa revolução. Com ele você pode fazer até ligações internacionais a preços mais baratos e, se o outro usuário também tiver o programa, será gratuita.

Esse não é um post patrocinado. Faço propaganda pois realmente sou fã do programa e foi dele que vi as melhores críticas sobre VoIP. Acho que todas as pessoas do mundo deveriam usar Skype.

Meu número de telefone no Skype? sladeira.

Esse post participa do Movimento Blog Voluntário que sugeriu a criação de posts com ações voltadas ao combate do analfabetismo digital. Espero ter feito a minha parte. Faça a sua!

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15fev/082

O preço da fama

Vocês já reparam que a web 2.0 estão contaminando o mundo? Principalmente o conceito de criação colaborativa, onde todos os usuários ajudam a produzir o conteúdo.

É um conceito bastante bonito e um tanto comunista, mas que eu acho bastante eficiente. Afinal, você divulga seu conhecimento e trabalho para a comunidade que te retribui com outros produtos. É a barganha virtual generalizada.

Agora, até as propagandas comerciais estão adotando tal conceito. Foram criadas diversas campanhas em que o usuário poderia criar o anúncio e o que vencer vai para a televisão. Uau! Será vale a pena?

Não entendo qual é a verdadeira graça em ter um trabalho seu exibido na televisão ou ganhando um concurso. Gosto de acreditar que as pessoas estão o interesse profissionai em rechear o currículo com algo notável.

Mas na verdade, o que eu observo é que as pessoas ficam felizes simplesmente por ter seu nome escrito na televisão. Seria então pela fama? Não sei. Mas elas acham divertido se tornarem notáveis por alguns minutos.

Já reparou como as pessoas ficam felizes em verem seus e-mails lidos no ar? Se sentem importantes? Deve ser. Afinal, é a única razão pela qual eu entendo a felicidade delas e se alguém achar o contrário é só falar.

Um aviso para todos: a fama não leva a nada concreto. Em outras palavras, fama não tem a ver com dinheiro. O ator famoso tem dinheiro porque fez um bom trabalho, não porque é famoso. Veja as centenas de atores famosos e falidos que existem por aí...

O problema é que muito conteúdo da internet colaborativa (ou da mídia colaborativa) depende e conta com essa participação. Muitas vezes o usuário só recebe em troca essa fama de ter o nome publicado e nenhuma satisfação a mais. A partir do momento em que as pessoas perceberam que fama não é nada, acredito que a colaboração vai diminuir bastante.

Como sustentar a colaboração sem oferecer nada em troca? Como eu disse no começo, existe uma troca de informações, conhecimentos e mais. Só que para sustentar a web 2.0 dessa forma, teremos que contar com o altruísmo das pessoas. Vai ser difícil...

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