Livre.blog.br Opiniões de Sávio Ladeira

22mai/092

Banhos demorados engordam? Bem que podia ser verdade.

Banho

Se realmente descobrissem que banhos acima de 10 minutos engordam, como você acha que seria a reação pública? Ia ter inclusive pessoas deixando de tomar banho para ver se emagrecem e haveria economia sem grandes debates. Infelizmente ainda não é verdade.

Antes de continuar a ler esse post, leia o Economizando não só em casa, onde o Hugo mostra onde se deveria realmente economizar água.

Além do gasto residencial ser uma parcela muito pequena, as campanhas para economizar água e energia não causam grande comoção. Pelo menos eu não me sensibilizo tanto em saber que uma torneira pingando traz um gasto de 46 litros de água por dia. É muito? Assusta? Sim, mas não toca no meu íntimo nem me faz sentir orgasmos.

Mas se descobrissem que mais que 5 minutos de água quente no corpo humano causa envelhecimento precoce, a história muda um pouco. Ou ainda que a torneira pingando aumenta a chance de doenças respiratórias pelo excesso de umidade. A vaidade, a preocupação com a saúde dos filhos e o peso no bolso. Isso sim toca o íntimo de muitas pessoas.

Essa campanha do xixi no banho também é interessante. Muita gente já fazia isso, mas não tinha coragem de assumir. Uma questão de vaidade. Agora, com a campanha dando esse apoio, as pessoas terão orgulho de assumir o ato.

Existem anos de estudo em psicologia humana que deveriam ser usados nessas ocasiões. Sobre as descobertas, conseguem provar cada coisa impossível que não deve ser tão difícil relacionar banhos demorados com o aumento da gordural corporal.

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6out/081

Resposta ao “será que os americanos vão aprender…”

 

E a bolsa continua caindo...

E a bolsa continua caindo...

Adorei o comentário do meu amigo Wagão no artigo "Será que os americanos vão aprender com a crise". Devido ao ótimo conteúdo e elaboração do comentário, achei que ele merecia maior destaque e tomei a liberdade de publicá-lo como post próprio. No final, seguem meus comentários.

 

 Não concordo muito com este artigo. Tenho algumas considerações a serem feitas.

O crédito não é algo ruim, muito pelo contrário. O mercado de crédito é muito importante para a economia. Basicamente o crédito é uma forma justa de financiar projetos de risco remunerando os investidores por isso.

Por exemplo, uma pessoa que deseja adquirir um imóvel toma o crédito para realizar um projeto. Quem empresta é remunerado pelo risco da pessoa não pagar, morrer, entre outras coisas. No mundo corporativo isso funciona de maneira mais generalizada. Nenhuma empresa global se tornou assim sem crédito. Em algum momento elas precisaram se alavancar para financiar o crescimento.

Após a segunda guerra, devido ao tratado de Bretton Woods o mundo passou a poder viver alavancado, isso gerou uma prosperidade nunca antes vista. Fora alguns solavancos a economia foi muito bem. O liberalismo econômico cada vez mais é demonstrado como a melhor escolha racional (isso é polêmico, pode ser questão de outro post). Porém esta crise que vivemos não é uma questão de ganância desenfreada, ou então um problema do liberalismo econômico, per se. Este problema ocorre pois os mecanismos de mercado se mostraram ineficientes em mensurar um tipo de risco de um produto de risco novo (os famosos derivativos de crédito, objeto da crise do subprime). Esta crise que estamos vivendo é um dos ajustes do capitalismo, em qualquer outro regime teríamos ajustes semelhantes.

Devido estes argumentos não considero justa a demonização do crédito. Afinal, devemos, sempre, considerar que as pessoas sabem escolher o que é melhor para si mesmas. Ou seja, um cidadão que compra um armário no crediário, por mais que pague taxas surreais, ele tomou a melhor decisão para ele mesmo. (Aqui também é um ponto polêmico, onde poderemos discutir sobre a formação, informação, etc.) Mas no fundo, o crédito é o melhor veículo de inclusão social, já que as pessoas hoje possuem acesso a veículos, imóveis e bens que não possuiam a 20 anos.

A segunda parte é que este pacote não é para “aliviar” os bancos para eles voltarem a aquecer a economia. O Lehman Brothers é um exemplo de que o FED não possui intenções de salvar nenhuma instituição em particular. O que o FED está tentando fazer é com que o sistema bancário não quebre, o que causaria um efeito como o da crise de 1929. Na verdade este plano é para aumentar a liquidez do mercado e não causar a quebradeira geral. Bom, essa parte é um pouco mais complexa de ser entendida, mas em linhas gerais o estouro da bolhas dos subprimes fez com que os derivativos de crédito perdessem a liquidez, isto é, apesar deles valerem algo, pois muitas vezes possuem garantias reais (como casas) ou serem securitizados (daí a importância da operação de salvamento da AIG), ninguém mais quer comprá-los. Então, os bancos que possuiam grande exposição não conseguem transformar estes títulos em dinheiro. O pacote servirá justamente para garantir esta liquidez no mercado.

Acho, inclusive, que o título dele embute um pouco do revanchismo e também da mentalidade de que os ricos ficam ricos à custas dos outros. Não, ao meu ver os Estados Unidos não são ricos por estraçalharem os pobre. (Terceiro ponto de polêmica)

De resto, continuamos nossa discussão aqui!

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2out/082

Será que os americanos vão aprender com a crise?

Olha no que deu o livre comércio

Olha no que deu o livre comércio

Não há dúvidas que o grande assunto do momento é a crise da economia americana, mesmo que a maioria das pessoas não saiba exatamente o que ela representa. Nem mesmo os grandes economistas conseguem prever o que irá acontecer, talvez por isso que nosso presidente sempre declare que ela não afetará o Brasil.

Já está afetando. E não só as bolsas. Quem quiser entender um pouco da crise, recomendo essa reportagem do G1 que fala sobre o pacote aprovado ontem pelo Senado americano: Bovespa aprofunda queda de olho em nova votação nos EUA.

Para quem ainda está confuso, vou explicar com as minhas palavras. Essa crise atinge todos os americanos que possuem dívidas. Aliás, americano com dívida é um pleonasmo. Os valores dos empréstimos cresceram de forma absurda, impossibilitando-os de pagar. Os bancos começaram a ficar sem dinheiro e a bola de neve foi se formando. Esse pacote do governo dos EUA pretende ajudar os bancos a não falirem.

E o Brasil? Além dos americanos com dívidas, a crise atinge todos aqueles que possuem dívidas com os bancos americanos. E todos aqueles que possuem dívidas com quem emprestou dinheiro dos americanos. Se você tem qualquer financiamento, mesmo uma compra em três vezes no cartão, você se encontra nesse grupo. Se você não tem empréstimo nenhum, faz parte de uma minoria brasileira que infelizmente depende de empresas que fizeram empréstimos para lhe prestar serviços fundamentais. Energia, água, telefonia etc.

Entendeu como não tem jeito de fugir da crise? Só resta esperar que contenham seus efeitos logo com soluções mais inteligentes do que esse novo pacote. Afinal, o objetivo dele é aliviar os bancos para que eles possam voltar a aquecer a economia. De que forma? Oferecendo mais financiamentos e empréstimos. Só quero ver se os devedores não pagarem novamente.

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27mai/081

Olha a CPMF aí! Agora em nova embalagem.

O imposto do cheque já é amigo íntimo desse blog. Afinal, é o terceiro post que dedico à famosa contribuição que ninguém consegue sonegar. Estava até com uma certa saudade e achava estranho poder movimentar meu dinheiro sem ter que pagar por isso.

Inventaram um projeto que agora se chamará Contribuição Social para a Saúde (CSS) e será encaminhado amanhã para a Câmara. Fico impressionado com tudo é rápido quando interessa ao governo. A CPMF se despediu da gente em janeiro e sua descendente aparece em menos de nove meses. Esse novo projeto não será mais hipócrita e terá características de permanente.

A nova contribuição é de "apenas" 0,1% (contra os 0,38% da antiga), mas deve gerar um volume de 10 bilhões ao ano para os cofres do governo. Será que vai tudo para a saúde? O tributarista Ilan Gorin me disse que nem tem como medir, afinal gasta-se muito mais com saúde em nosso país. Agora, se vão investir 10 bilhões a mais, duvido.

É muito estranho tudo isso. Primeiro votam para acabar com uma, para depois criar outra. Obviamente um jogo político. Ainda dizem que essa nova terá fins fiscalizatórios, o que é uma mentira. Com o fim da CPMF os bancos ficaram obrigados a repassar para a Receita toda a movimentação financeira dos clientes. Você sabia disso? Eu também não. Sorte que não somos americanos, senão seria uma afronta a privacidade. Como aqui é Brasil, não tem qualquer problema a Receita saber todas as movimentações que eu faço.

Sem contar que o Brasil teve arrecadação recorde em impostos, mesmo sem a contribuição automática. Em outras palavras: dinheiro não é o que falta para o Governo. Pra que então precisam de mais 10 bilhões? Conto com a criatividade de vocês para responder essa pergunta.

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15abr/080

O ouro negro é nosso!

O barril de petróleo está sendo negociado por preços cada vez maiores no mercado externo. Novo recorde foi batido hoje em Nova York devido a baixa na oferta para o mercado americano. A Petrobrás anunciou (especulou) uma nova área de extração e isso animou o mercado interno.

Todos os pontos são favoráveis para o Brasil. Valorização externa e maior oferta interna. Tudo maravilha? Motivo de festa? Lógico que não. Nunca em nosso país.

Como bem citado pelo Sardenberg, temos o petróleo, mas não a capacidade de exportá-lo: "No futuro, estamos nadando em petróleo, somos exportadores. Na prática do presente, estamos longe da tal auto-suficiência e somos importadores".

Agora por outra lado, dizem que importar petróleo é uma estratégia comercial. É melhor usar o deles para guardar o nosso. Quando a oferta internacional estiver escassa, teremos nossas reservas.

Uma preocupação que tenho é apostar todas as fichas em apenas uma indústria. Digo isso porque as pessoas comemoram os bons momentos da bolsa, mas esquecem que ela se deve principalmente a Petrobrás. Por ter um peso grande, faz os índices subirem, mas isso não reflete a realidade de todas as indústrias.

O panorama é favorável, mas com suas cautelas. Espero que os responsáveis por essa riqueza saibam utilizá-la da melhor forma para a economia de nosso país.

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