Livre.blog.br Opiniões de Sávio Ladeira

28abr/090

Quem disse que ENEM é vestibular?

 

Esse é o futuro da nossa educação?

Esse é o futuro da nossa educação?

 

Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova criada pelo Ministério da Educação do Brasil no ano de 1998 como uma ferramenta de avaliar a qualidade geral do Ensino Médio no país.

Vestibular designa o processo de seleção de novos estudantes empregado pelas universidades.

Essas definições foram retiradas da Wikipedia. Alguém discorda? Eu não. Então porque inventaram que um exame que avalia a qualidade de ensino pode ser usado como método de seleção de candidatos?

Tem alguma coisa errada aí. A minha opinião é que o governo quer valorizar o ENEM e para isso quer fazer dele um vestibular. Mas nem nesse sentido eles foram capaz de criar uma lei coerente.

Existe uma brecha nesse projeto de lei que faz do ENEM ter a mesma importância de sempre: se alguma universidade achar necessário, pode fazer uma prova complementar para a seleção de seus alunos. Isso já não era o vestibular como sempre foi?

Os caras só trabalham três dias por semana e ainda fazem tudo de qualquer jeito? Sempre que eu tento entender as decisões de nossos governantes, só consigo ter mais certeza de que nosso país não tem jeito.

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6jan/090

Redução do IPI: verdade ou lenda?

Dummies

No final do ano meu carro começou a dar alguns problemas. Como ele já é um idoso, está completando seus 17 anos de contribuição ao trânsito, pensei: pode ser uma boa hora para trocar.

Ultimamente vi várias notícias dizendo que as montadoras iriam quebrar, estavam despencando as vendas de carro, as concessionárias fazendo várias promoções e o governo até ajudando com incentivo a linhas de crédito e redução de imposto, o tal do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Resolvi verificar de perto. Conversei com meu pai, vimos que daria para tentar comprar um popular. A gente tentaria comprar o carro a vista e só iríamos fechar negócio depois que tivéssemos conseguido todas as vantagens possíveis do vendedor. Doce ilusão.

Fomos até a loja, pedimos para ver os preços e aí começaram as surpresas. Estavam praticamente iguais. Perguntei sobre a redução do IPI, o vendedor respondeu que já estava descontado do preço. Achei estranho, até que ele me revelou. Antes eles estavam dando desconto para vender o carro, com a redução do IPI, tiraram o desconto(!). Eu fui o ingênuo de achar que seria um desconto adicional? Ou foi o governo, por tentar incentivar o mercado enquanto os comerciantes continuam mantendo suas margens de lucro?

O resto é aquela velha história de vendedor dando vantagens. Como eu já tinha desanimado, nem negociei muito, mas tive que segurar a risada. Quando eu perguntei sobre o IPVA de 2009, ele me ofereceu o de 2008(!). Isso porque era dia 22 de dezembro. Depois sobre os acessórios, ele disse que me daria os tapetes(!). Nem isso mais vem de série. Quase perguntei quanto era o adicional pelos parachoques e vidros dianteiros.

Meu pai ainda tinha esperanças e falou que a ideia era comprar o carro à vista, se isso não ajudaria a reduzir o preço. Resposta: não. Para a empresa, é até melhor financiar. Será que ninguém lê jornal? A crise não surgiu em parte pelas pessoas que não pagaram seus financiamentos? Parece criança que não aprende e depois vai pedir ajuda para a mãe-governo.

Fiquei com o velho e bom Kadett 93. O mecânico apanhou para achar o defeito, tive que voltar lá para ajustes finais, mas o que importa é que agora ele está ótimo. Se quebrar novamente, pensarei com carinho no transporte público antes de voltar a uma concessionária.

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27mai/081

Olha a CPMF aí! Agora em nova embalagem.

O imposto do cheque já é amigo íntimo desse blog. Afinal, é o terceiro post que dedico à famosa contribuição que ninguém consegue sonegar. Estava até com uma certa saudade e achava estranho poder movimentar meu dinheiro sem ter que pagar por isso.

Inventaram um projeto que agora se chamará Contribuição Social para a Saúde (CSS) e será encaminhado amanhã para a Câmara. Fico impressionado com tudo é rápido quando interessa ao governo. A CPMF se despediu da gente em janeiro e sua descendente aparece em menos de nove meses. Esse novo projeto não será mais hipócrita e terá características de permanente.

A nova contribuição é de "apenas" 0,1% (contra os 0,38% da antiga), mas deve gerar um volume de 10 bilhões ao ano para os cofres do governo. Será que vai tudo para a saúde? O tributarista Ilan Gorin me disse que nem tem como medir, afinal gasta-se muito mais com saúde em nosso país. Agora, se vão investir 10 bilhões a mais, duvido.

É muito estranho tudo isso. Primeiro votam para acabar com uma, para depois criar outra. Obviamente um jogo político. Ainda dizem que essa nova terá fins fiscalizatórios, o que é uma mentira. Com o fim da CPMF os bancos ficaram obrigados a repassar para a Receita toda a movimentação financeira dos clientes. Você sabia disso? Eu também não. Sorte que não somos americanos, senão seria uma afronta a privacidade. Como aqui é Brasil, não tem qualquer problema a Receita saber todas as movimentações que eu faço.

Sem contar que o Brasil teve arrecadação recorde em impostos, mesmo sem a contribuição automática. Em outras palavras: dinheiro não é o que falta para o Governo. Pra que então precisam de mais 10 bilhões? Conto com a criatividade de vocês para responder essa pergunta.

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13dez/073

Eu era a favor da CPMF

Acabou! Um imposto a menos em nosso país!

Eu era a favor da CPMF ao compará-la com o Imposto de Renda. Achava mais justo cobrar imposto quando se gasta do que quando se ganha.

Mas já que acabou, quero registrar alguns efeitos imediatos. Primeiro, a declaração do senador José Maranhão para o G1:

Se já era difícil acomodar as despesas dentro das receitas no orçamento proposto, imagine com um rombo de R$ 40 bilhões. Agora não sei o que o governo vai fazer.

Agora cito alguns links para que vocês tirem suas próprias conclusões:

Se o país não melhorar, ao menos já estamos acostumados com desgraça.

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