Livre.blog.br Opiniões de Sávio Ladeira

15abr/080

O ouro negro é nosso!

O barril de petróleo está sendo negociado por preços cada vez maiores no mercado externo. Novo recorde foi batido hoje em Nova York devido a baixa na oferta para o mercado americano. A Petrobrás anunciou (especulou) uma nova área de extração e isso animou o mercado interno.

Todos os pontos são favoráveis para o Brasil. Valorização externa e maior oferta interna. Tudo maravilha? Motivo de festa? Lógico que não. Nunca em nosso país.

Como bem citado pelo Sardenberg, temos o petróleo, mas não a capacidade de exportá-lo: "No futuro, estamos nadando em petróleo, somos exportadores. Na prática do presente, estamos longe da tal auto-suficiência e somos importadores".

Agora por outra lado, dizem que importar petróleo é uma estratégia comercial. É melhor usar o deles para guardar o nosso. Quando a oferta internacional estiver escassa, teremos nossas reservas.

Uma preocupação que tenho é apostar todas as fichas em apenas uma indústria. Digo isso porque as pessoas comemoram os bons momentos da bolsa, mas esquecem que ela se deve principalmente a Petrobrás. Por ter um peso grande, faz os índices subirem, mas isso não reflete a realidade de todas as indústrias.

O panorama é favorável, mas com suas cautelas. Espero que os responsáveis por essa riqueza saibam utilizá-la da melhor forma para a economia de nosso país.

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28fev/083

Recall de borracha escolar? Aonde o mundo vai parar?

Absurdo. É a primeira coisa que se pode pensar ao ver as notícias de recolhimento da borracha escolar TK Plast da Faber Castell. Não consigo acreditar que uma empresa conceituada por sua qualidade seja capaz de colocar no mercado um produto tóxico. Ainda mais voltado para estudantes.

Eles retiraram do mercado, anunciaram na televisão e jornais o perigo de usar a borracha e garantiram não usar mais o produto na sua fabricação. E aí? Isso resolve?

Se pensar em quantos anos a Faber Castell disponibiliza essa borracha no mercado, o problema demorou para ser resolvido. E eu acredito em negligência por parte da empresa. A tal substância tóxica deixa as borrachas mais macias. O Brasil não possui uma legislação específica sobre esse ingrediente (ela vigorará a partir de abril). Some isso a uma concorrência de mercado e pronto: o uso excessivo da substância foi proposital para melhorar a preferência de público. Alguém duvida disso?

Se não pudermos mais confiar na boa reputação de uma indústria, como poderemos escolher nossos produtos? Uma coisa é você desconfiar de uma promoção nos supermercados e verificar que o produto está prestes a vencer. Outra é você ter que desconfiar da composição química do que você compra.

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7fev/080

Economizar recursos para salvar o mundo

Consumir menos água. Desperdiçar menos energia. Produzir menos lixo. Essas são as ordens do momento. O ser humano percebeu que está em dívida com o planeta e resolveu que o certo é não abusar dos recursos naturais.

Já disse outra vez nesse blog e volto a repetir: todas essas soluções domésticas só irão reduzir entre 5 e 10% os gastos em água ou energia e o impacto na produção de lixo será de igual ineficiência.

Os grandes gastos estão concentrados na indústria e no comércio. Eles necessitam muito mais de energia e água do que as residências. Existe uma maneira muito simples de diminuir estes gastos: reduzir a produção.

Não vejo nenhuma campanha dizendo para as pessoas comprarem menos. Afinal, se todas as pessoas tivessem atitude de consumidor consciente, a produção industrial cairia, o comércio poderia funcionar em horários reduzidos e os transportes por caminhão diminuiriam. Além de economizar energia e água, também teríamos menor produção de gases do efeito estufa.

Mas por que será que ninguém fala nisso? Porque os produtores não querem diminuir seus lucros. Apesar de incentivarem toda a população a reduzir seus gastos ao máximo para diminuir em 5% o uso dos recursos naturais, os empresarios nem pensam em reduzir seus ganhos para salvar nosso planeta.

Outro lado é uma possível crise econômica pela diminuição do consumo. Possível, não. Quase certa. Só que daí eu deixo a seguinte questão. Se a solução para salvar o mundo gerasse uma crise social, quem estaria errado: o mundo ou a sociedade?

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