Malditas portas giratórias dos bancos
Essa semana teve o caso da mulher que acabou tirando a blusa para que conseguisse passar na porta giratória do banco. Tem até o vídeo nessa reportagem do G1. Nem preciso falar que acho um exagero, de ambos os lados. Eu sei que ela tentou entrar quatro vezes, mas chegar ao ponto de tirar a blusa é um ato exagerado. Ela disse que ficou morrendo de vergonha depois, mas foi ela quem se despiu por conta própria. Agora, o que eu quero falar mesmo é sobre os absurdos nos protocolos de segurança.
Existe a porta giratória, certo? Ela serve para detectar metais e barrar possíveis armas, certo? Um dia, estava eu naquela parte externa do banco, quando vi um rapaz chegando, com uma bolsa e com uniforme de artes marciais. Provavelmente estava vindo de alguma aula de kung-fu. Ele tentou entrar, a porta logicamente o barrou. O segurança pediu para ele deixar os objetos de metais num espaço do lado. O rapaz, na maior tranquilidade, tirou uma faca, bem grande por sinal, e depositou ali. Voltou para a porta, entrou no banco, pegou a faca pelo lado de dentro e pronto. Não entendeu? Nem eu.
Outra coisa. Se a porta não funciona, não deveria ter uma porta lateral? O segurança revistaria a pessoa que foi barrada ou usaria aquele bastão que também detecta metais. Eu nunca vi, em nenhum banco, uma porta lateral além da giratória, nem um procedimento alternativo à tal porta.
Na prática, a impressão que temos é que ela só serve para encher o saco. Eu acho muito importante o ambiente de um banco ter toda a segurança possível, mas hoje em dia a maioria das operações são feitas do lado de fora. Imagino que, se um cara armado chegar nos caixas que ficam fora e assaltar alguém que acabou de sacar dinheiro, os seguranças ficarão presos do lado de dentro na porta automática, sem chegar a tempo no ladrão.
Afinal, a tal proteção dos bancos é para quem?
