O usuário é o sócio do seu negócio
Se ainda tem muita gente que confunde Web 2.0 com Ajax, eu diria ainda que tem muita gente que confunde internet com tecnologia. Foram esses novos conceitos, como a web 2.0 e os modelos de cauda longa, que mostraram ao mercado que a internet é uma mídia totalmente diferente do que já se viu.
Vendo pelo campo da comunicação, é uma mídia que mistura emissor com receptor. Traz feedbacks imediatos e muitas vezes o feedback se torna fonte de informação. É o caso da Amazon, onde a opinião dos usuários faz parte da descrição dos produtos.
Essa valorização do conteúdo gerado pelo usuário parte da desconfiança com os meios tradicionais de divulgação de informação. Uma empresa sempre vai ressaltar os pontos positivos do seu produto, mas um usuário vai avaliá-lo imparcialmente. Acredito que os modelos de negócio precisam considerar essa experiência do usuário como força para o comércio.
Outro post baseado no curso de Web 2.0 da FGV Online. Provavelmente o último deles, já que o curso encerra semana que vem.
A força da criação coletiva
Estou fazendo mais um curso sobre Web 2.0, a distância pela FGV Online. Nele estamos discutindo a qualidade da informação em ambientes coletivos, como blogs e a Wikipedia. Resolvi trazer um pouco dessa discussão para cá.
O conteúdo criado coletivamente e descentralizado já foi questionado pelo seus erros, mas poucas pessoas questionam os erros da produção centralizada e profissional.
Há uns dois anos atrás, a revista Nature fez uma pesquisa comparando os mesmos tópicos na Britannica e na Wikipedia. A surpresa (para alguns) é que a quantidade de erros nas duas eram equivalentes. Eu atribuo isso ao fato de que na mesma proporção que tem as mais diversas pessoas escrevendo, existem as mais diversas pessoas corrigindo. Leigos e profissionais se misturam para lapidar a informação da melhor forma.
Outro exemplo de erro nos meios mais tradicionais foi o recente caso da Globonews. Eles anunciaram que um avião havia caído, mas logo depois a informação se mostrou equivocada. Esse pequeno tempo, em torno de 30 minutos, foi o suficiente para que vários outros meios de comunicação também dessem a falsa notícia.
O efeito viral que se vê nos blogs também existe nas televisões e jornais. Uma fonte confiável gera conteúdo para outros, ganhando ou perdendo prestígio com isso. O modo de se produzir informação continua o mesmo, só mudou a gestão.
O aumento da velocidade da internet e das capacidades de armazenamento derrubaram o monopólio sobre o meio de comunicação. Antes dependia-se de um jornal impresso, uma revista, um livro, um canal de televisão ou emissora de rádio para se transmitir a notícia. O custo para se levar a mensagem para o público era alto e as empresas gerenciavam isso.
Hoje, qualquer pessoa com acesso a internet consegue transmitir informação. Só falta aumentar a penetração no público para deixar a informação ainda mais livre.