O voo da volta atrasou. Pouca coisa. Chegamos no aeroporto as 20h para descobrir que o avião que viria pegar a gente ainda não tinha nem decolado do Rio de Janeiro. Ou seja, fomos remarcados para um outro voo as 2h da manhã. Já que estamos sem fazer nada no aeroporto, resolvi escrever sobre os restaurantes de Natal. Falei muito pouco sobre eles nos post anteriores e vou aproveitar para fazer um breve resumo.
Camarões

É tipo um Outback regional. Tem muitas opções de camarões e outros frutos do mar e a qualidade da comida é incrível. O preço é um pouco acima do que se paga para comer em Natal, mas vale cada centavo. Inclusive não deixe de pedir as sobremesas. Apesar deles não possuem serviço de traslado para buscar você no hotel, recomendo ir jantar pelo menos um dia nesse restaurante.
Av . Engenheiro Roberto Freire, 2610
(84) 3209-2424
www.camaroes.com.br
Farofa D'Água

Os pratos são bem caprichados, tanto em quantidade como em sabor. Tem bastante variedade e preços bastante parecidos com o de outros restaurantes de Ponta Negra. No cardápio, tanto pratos da região como alguns churrascos típicos da região sul. Fomos duas vezes.
Av. Praia de Ponta Negra, 8952
(84) 3219-0857
Barraca do Caranguejo

Não se iluda pelo nome. Lá você vai é comer muito camarão. São uns 20 pratos diferentes feitos com camarão, servidos em rodízio. O preço também é muito bom. Imperdível!
Av. Erivan França, 1780
(84) 3219-5069
Rio Restaurante

A decoração é baseada no Rio de Janeiro, com uma réplica do Cristo logo na entrada. Dentre os lugares que fomos, esse tem um dos melhores custo-benefício. Sem contar que a caipirinha de lá foi uma das melhores que tomei em minha vida (e ainda foi cortesia). Como era perto do hotel, eles ofereceram o serviço de traslado para levar a gente para a balada.
Rua Erivan França, 1453
(84) 3219-3489
Casa de Taipa

Dizem que é a melhor tapioca de Natal. E realmente era muito boa. A única tapioca da minha vida que comi e era crocante. Vale a pena dividir o prato, já que é bem grande. Quando for lá, aproveita e passa na loja de artesanatos do lado, a Alma Brasileira.
Rua Dr. Manoel A. B. de Araújo, 130
(84) 3219-5798
Antes de terminar, não posso deixar de fazer uma menção honrosa ao sanduíche de picanha do Shopping Midway. Você recheia o seu pão com uma diversidade de opções e depois o cozinheiro inclui a picanha em cubos e coloca o lanche para grelhar. Só de lembrar dá água na boca.
E com esse post encerro a minhas férias de Natal. Quem quiser alguma dica ou ainda tiver alguma sugestão, pode deixar um comentário.
Como não tinha conexão no aeroporto, esse post foi publicado posteriormente.
Para ver as fotos de toda a viagem, entre em picasaweb.google.com/savioladeira.
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Desde que os três garotos foram assassinados no Morro da Providência, muito se tem discutido sobre segurança pública. Não consegui deixar esse blog de fora dessa discussão.
Primeiro, vou deixar a minha opinião sobre o assassinato: não me surpreendeu. Qualquer autoridade pública deveria ter bom senso para seguir os protocolos e as leis vigentes. Mas todos sabem que isso não acontece no Brasil. Todos fingem que não vêem quando são pequenas infrações, mas quando acontece uma tragédia, cria-se uma revolta coletiva. Hipocrisia.
Agora, ninguém se perguntou o que o exército estava fazendo naquela favela? Achar um absurdo ou ser a favor da presença deles é fácil, o problema é entender os motivos. Eles não estavam lá para combater traficantes. Eles estavam protegendo uma obra da qual o próprio exército era responsável.
É mais do que óbvio os soldados terem ido lá. As favelas do Rio são lugares perigosos e a instituição quis proteger seus engenheiros, seus materiais. Fazer ronda é uma forma de criar um ambiente de proteção.
Não justifica a condenação dos garotos nem a atitude daqueles oficiais envolvidos no caso. Eles deveriam ser punidos e acredito que serão. O que me incomodou foi o foco das decisões. A solução encontrada foi tirar o exército da obra, dando a impressão de que encontrar os culpados não era exatamente a prioridade.
É a velha mania de tomar decisões populistas. Tratam os sintomas, mas ninguém parece se preocupar com a doença.
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