E-book: experimentei e gostei
O livro e o celular
Recentemente troquei de celular, finalmente peguei o meu primeiro smartphone, o Palm Centro. Logo após testar suas principais funções, instalar diversos programas e até mesmo pegar um vírus, resolvi experimentar o tal do livro eletrônico.
Quis começar com uma leitura leve, por isso escolhi o Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Tinha acabado de ver o filme e apostei que seria uma boa leitura. Peguei emprestado o livro do meu pai, baixei uma versão em PDF e coloquei uma versão em DOC no celular.
Eu já tinha lido versões em PDF no computador antes e achei bastante agradável. Agora, confesso que preferi muito mais a leitura no pequeno aparelho. Eu gosto de ler na cama e ele se provou ser extremamente prático. Consigo segurá-lo com apenas uma mão, não cansa o braço por ser leve e ainda tem luz própria, dispensando a luminária.
Não tive problemas de cansaço na vista como já li relatos de quem testou o e-book. A fluência é bem interessante, é só ir apertando o botão que as páginas vão trocando. É muito mais fácil se envolver na leitura e não perceber as horas passando. E ainda tem a opção eletrônica de marcar as páginas.
Eu acredito que a literatura no formato eletrônico terá um futuro muito promissor. O governo pretende dar notebooks para os alunos e esses vão crescer totalmente adaptados à leitura na tela. O problema agora é convencer as editoras e os autores de que publicar na internet pode ser um bom negócio.
Convergência: o lado negativo
"Você já parou pra pensar como o celular tem acumulado outras funções, além de “telefonar”? Tudo junto em um pequeno aparelho… Acho este fenômeno muito interessante e definitivo! O que você acha?" Essa pergunta quem me fez foi meu amigo Augusto. Resolvi responder nesse post.
O fenômeno da convergência teve seu início nos relógios que traziam alarme, calculadora, cronômetro e ainda mostravam as horas. Agora é a vez do celular. É muito interessante essa idéia de acumular diversas funções no aparelho que você carrega para todos os lugares. Os benefícios são óbvios, por isso quero falar sobre o outro lado.
Aquele ditado: "se você tentar aprender tudo, não vai ser especialista em nada", também vale para os eletrônicos. Um aparelho que traz muitas funções não é o melhor aparelho para exercer nenhuma delas. Alguém consegue usar o celular para anotar compromissos? Ele não é nem um pouco prático para isso.
Os novos aparelhos multimídia não lidam tão bem com os arquivos de música ou vídeo. Até começaram a incluir botões exclusivos para essas funções, o que por outro lado começou a encher o celular de botões. Sobre as câmeras, a qualidade logo será igual as das máquinas fotográficas, mas ainda não consigo entender porque todos os telefones precisam ter essa função. E ainda com um botão específico para isso.
Para exercer as novas funções com qualidade aceitável, aumentaram as telas dos aparelhos. Afinal, agora não basta apenas ver o número que está te ligando, você precisa exibir suas fotos, mostrar vídeos e até acessar a internet. O problema é que agora todo mundo tem dó de simplesmente jogar o celular na bolsa. Logo o aparelho fica cheio de arranhões.
Não tenho dúvidas de que os celulares irão evoluir, terão ótimas câmeras, funções práticas e eficientes. Se tornarão verdadeiros assistentes pessoais. Mas a minha posição sobre a convergência é: se você quer ouvir música, compre um iPod, se quer tirar fotos, compre uma câmera. Os aparelhos específicos possuem detalhes que fazem a experiência do usuário ser muito mais agradável. São mais intuitivos, mais precisos e ainda podem ser usados até acabar a bateria que não te deixarão sem telefone.
Pretendo ter meu smartphone logo (ainda não troquei, estou pesquisando o que tem as melhores funções), mas não quero ele para substituir os outros eletrônicos. Meu interesse é apenas na praticidade, como ter um "canivete suiço" sempre a mão.
O que vamos fazer com tanta mobilidade?
Recebi hoje uma proposta de minha operadora de celular para trocar meu aparelho por um smartphone. Daí eu pensei: se eu investir nesse mini computador, tiver um notebook e comprar um pacote de acesso a internet pelo celular, eu estarei totalmente informatizado sem me prender a qualquer lugar físico.
Os antigos gregos subiam enormes montanhas para consultar o oráculo e agora pode-se ter o Google na palma da mão. O interessante é que isso se tornou relativamente barato. Um acesso ilimitado à internet pela rede 3G custa quase o mesmo que um acesso caseiro à banda larga. Um notebook não é tão mais caro que um computador de mesa. E o aparelho celular? Dependendo do plano escolhido, sai praticamente de graça.
Mas a questão é: o que fazer com tanta mobilidade? Num segundo momento, após desejar tamanha liberdade, vem a preocupação em ficar preso ao computador. Preso porque seria tão fácil utilizá-lo que seria difícil não depender dele. Ter todo o conhecimento do mundo nas palmas da mão pode fazer você esquecer de usar a cabeça de vez em quando.
No entanto, tem diversas vantagens. Imagine poder trabalhar na praia durante o verão e no campo durante o inverno? Digo isso porque hoje em dia grande parte dos problemas se resolve com telefone e internet. Gostaria que essa tendência dominasse as relações de trabalho ainda nos próximos anos. Resolveria muitos problemas como custo de habitação e sobrecarregamento de trânsito.
Antes que digam que estou em cima do muro, confesso que sou a favor da liberdade em todos os aspectos. Desejo a mobilidade completa e pretendo trocar meu aparelho celular. Só lembrem que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta, não uma necessidade. Se ter um notebook faz você trabalhar além do expediente, tem alguma coisa errada na forma como você lida com a tecnologia. Ela está aí para facilitar, não dar mais trabalho.